Vou te fazer um convite. Mas espera…
É que percebo atravessarmos um período estranho de mudanças.
Algo que se destrói, desaparece.
Outro, que dolorosamente nasce por entre escombros.
Você percebe isso também?
Aquilo que desmonta tem a ver com uma obsoleta maneira de pensar.
Um velho modo de colocar em prática formas sociais coletivas.
Mas, a folha verde que brota, ativando o futuro na rachadura do ex-muro,
Tem a ver com uma nova forma de presença e poder.
Começa a crescer espontaneamente a partir e por meio de pequenas redes de pessoas.
A qualidade da conexão é diferente.
Um modo superior de estar presente, uns com os outros, e com o que quer emergir.
Isto é sério.
É sobre o vínculo que temos.
Como nos comunicamos entre nós e entre sistemas maiores.
Essa folha verde é regada pela capacidade de autorreflexão.
Pra não, simplesmente, sermos absorvidos pelos objetos à nossa volta, em nossa mão.
Faço o convite.
Conectar com o agora e prestar mais atenção à sua atenção.
Talvez flutuando a uns 5 metros,
Com uma visão aérea igual à que aqueles robozinhos com hélices fazem por aí.
Vê algo fora de você e também o seu próprio olhar.
Se distancia mais, agora a uns 50.
Vê sua capacidade de mover do debate à uma conversa autorreflexiva.
Consegue enxergar a própria postura?
Aí está a semente da transformação, do futuro.
Na capacidade de ver nossa realidade com mais clareza, sem preconceitos, nem julgamentos.
Deixemos de criar coletivamente resultados que ninguém quer.
E desfrutemos da mudança na qualidade do pensamento, do diálogo e da ação coletiva.
Estar verdadeiramente presente é vencer a distração do excesso de passado, de futuro, dos outros e do próprio ego.